Sete Métodos para Instruir o Claude Code

Definition

Guia oficial da Anthropic (18/06/2026) que organiza todas as formas de instruir o Claude Code em sete métodos — arquivos CLAUDE.md, rules, skills, subagentes, hooks, output styles e flag de system prompt — comparados por três eixos: quando a instrução carrega no contexto, como se comporta na compactação e quanto custa. A tese central: cada método troca custo de contexto por autoridade, e boa parte do que founders colocam no CLAUDE.md pertence a outro método.

Key Points

  • A tabela dos sete métodos. CLAUDE.md raiz (carrega no início, fica a sessão toda, custo alto — comandos de build, layout, convenções do time); CLAUDE.md de subdiretório (sob demanda, custo baixo, some até o diretório ser tocado de novo); rules (sempre ativas ou path-scoped, custo médio); skills (só nome+descrição no início, corpo ao invocar, custo baixo com orçamento compartilhado); subagentes (custo zero no contexto principal até serem chamados, rodam isolados e devolvem só o resumo); hooks (disparam em eventos, bypassam a compactação, custo baixo); output styles (no system prompt, nunca compactados, custo alto) e append de system prompt (só naquela invocação, custo moderado).
  • Procedimento de 30 linhas no CLAUDE.md vai para skill. O CLAUDE.md é para fatos que o Claude precisa o tempo todo (build, layout do monorepo, convenções); runbooks de deploy e checklists de review vivem em .claude/skills/, onde o corpo carrega só ao invocar — por nome, descrição e gatilhos bem escritos.
  • “Toda vez que X, sempre faça Y” vai para hook. Se o comportamento precisa acontecer com confiabilidade (rodar formatter após cada edição, postar no Slack ao concluir), o modelo escolher executar é diferente do formatter executar automaticamente — use hook em vez de instrução.
  • “Nunca faça isso” não é instrução, é guardrail. Instrução falha sob pressão — sessão longa, situação ambígua ou prompt injection num arquivo da tarefa. O que é proibição absoluta precisa de enforcement determinístico: hook PreToolUse (exit code 2 bloqueia a chamada) ou permissions; para padrão org-wide, managed settings via MDM, que o usuário não consegue sobrescrever.
  • Regra sem paths: é CLAUDE.md disfarçado. Regra não-escopada carrega sempre e custa sempre; com paths: no frontmatter (ex.: src/api/**), fica fora do contexto em sessão só-de-docs. Para restrição transversal a vários cantos do código, prefira rule path-scoped a CLAUDE.md aninhado.
  • Subagente vs skill: isolamento vs visibilidade. Use subagente quando a tarefa lateral (busca profunda, análise de logs, auditoria de dependências) poluiria a conversa principal com resultados intermediários; use skill quando o procedimento deve rodar na thread principal para você ver e conduzir cada passo. Subagentes aninham até 5 níveis.
  • Output styles têm o maior peso — e o maior risco. Sentam no system prompt (nunca compactados), mas um style customizado remove os defaults do Claude Code, incluindo hábitos de verificação como rodar testes; verifique keep-coding-instructions e os built-ins (Proactive, Explanatory, Learning) antes de escrever um do zero. Append de system prompt é só-aditivo, mas com retornos decrescentes de aderência.
  • Preferências pessoais não moram no repo. Todo método baseado em arquivo tem contraparte user-level carregada em toda sessão, independente do repo — “sempre use commits semânticos” vai no arquivo local, não no CLAUDE.md do projeto. E um CLAUDE.md compartilhado cresce como todo config sem dono: cada time anexa, nada é deletado, o custo compõe por engenheiro por sessão.

Implications

Para o founder não-técnico, este guia vira checklist de auditoria do próprio setup: o que hoje está no CLAUDE.md do projeto e deveria ser skill (procedimento), hook (comportamento obrigatório) ou rule path-scoped (restrição de um diretório)? Cada mudança dessa reduz o custo fixo pago em toda sessão e aumenta a aderência ao que realmente importa. Isso aprofunda agents-md-como-instrucao-operacional — a disciplina de edição contínua ganha os sete destinos oficiais para onde cada linha removida deve ir — e operacionaliza plan-first-com-agentes-de-ia, porque instruções no lugar certo são o pré-requisito do plano inicial de qualidade.

Open Questions

  • Os números de custo da tabela vêm da documentação citada, não de medição independente neste vault.
  • Subagentes dinâmicos (“tens to hundreds of background agents”) e agent loops são citados como escala possível, sem guia operacional nesta fonte — como um founder decide entre orquestração simples e dynamic workflows?

Sources

  • raw/external/claude-com-steering-claude-code-skills-hooks-rules-subagents-4c2496a2.md